IVO CANELAS - On and Off


Numa primeira leitura e para quem não sabe ou ainda não conhece, pode parecer que estou apenas a identificar o nome de um interruptor inserido num painel eléctrico. Mas não! De todo! Estou a tentar falar de uma pessoa, de um actor, de uma vida – afinal, existimos todos numa alternância de “on and off” – são muitas as vezes em que na verdade, mais parecemos um painel de luzes dum quadro eléctrico em curto-circuito, para conseguirmos aceder a todas as solicitações existenciais.
É na verdade, uma tarefa muito difícil para mim falar do Ivo. Tão difícil que ando sensivelmente há ano e meio para o fazer. É muito tempo?! Nem por isso – por vezes o tempo pode ser apenas uma palavra sem medida. A verdade é que me fica sempre complicado falar da vida de alguém como o Ivo Canelas que tanto tem de versátil, carismática e internacional, como de aparentemente linear, simples e que consegue passar-nos a sensação de que tudo é tão fácil e natural de se fazer na representação. 
Além disso esta é a “minha entrevista”, conseguida por meu próprio mérito - em “slow motion” - e agora faço com ela o que eu quiser e quando eu quiser… sem ponteiros acusadores ou direccionados para o relógio dos meus limites (desde que o Ivo me autorize a deixar escrito este meu novo “desenho de palavras” da forma que nem eu mesma sei como vai sair).
Aqui vou eu então começar a viagem na montanha russa ou comboio fantasma:
Talvez por há muito tempo ser alguém tão próximo através de coincidências geográficas e de calendário, bem como ao mesmo tempo tão distante, que já rabisquei em várias folhas perdidas e gastas, dezenas de palavras sobre a sua pessoa e o seu trabalho, para começar esta entrevista de carácter informal feita a 29.04.2015. Sim! Foi a Vinte e Nove de Abril de Dois Mil e Quinze – fica assim escrito como se faz nas escrituras notariais - para que não fiquem dúvidas de que assumo publicamente ser a pior candidata a “entrevistadora”, especialmente quando são pessoas com um percurso artístico que tanto admiro e com quem me sinto mais confortável, seja por questões de amizade ou conhecimento de longa data. Estava de tal forma familiarizada com a sua pessoa que este “tinha de ser um daqueles meus eventos” que estão destinados a correr menos bem, digamos assim – os amigos que me estiverem a ler sabem bem do que falo e da minha tendência natural para o disparate.
Foi portanto, naquele famoso dia 29 de Abril que deixei o Ivo “só” meia hora à minha espera – acabou por ter de almoçar sozinho, à sombra das árvores e a ver peixinhos gigantes numa parede em frente (isto não se faz mesmo a ninguém!) – andei perdida na zona do Restelo, sem GPS, enganada por um polícia com uma indicação errada e, obrigada a fazer uma corrida de fitness (deve ter sido castigo do “pequeno/grande Velho do Restelo” que há em mim!). Quando finalmente cheguei ao destino prometido, tenho a certeza de que lhe ficou a convicção do desastre ambulante da entrevistadora a quem se tinha atrevido a conceder algum do seu pouco e precioso tempo. E pronto! Fora o disparate seguinte do “café sem chávena”, com risos inevitáveis pelo meio e eu, com a induzida “duvideza” (junção de dúvida com certeza) de que a conversa informal já não me estava a correr muito bem… lá acalmei ao mesmo tempo que inspirava e aspirava todo o ar ao meu redor para oxigenação cerebral e assim, poder começar condignamente a debitar curiosidades que há muito gostava de ter esclarecidas.


Para algumas gerações falar de Ivo Canelas, é relembrar o Joca da série televisiva OFura Vidas, onde contracenava com o grande Miguel Guilherme, o saudoso Canto e Castro entre tantos outros actores aos quais nunca poderemos comparar ou quantificar a qualidade do seu trabalho. Foi na verdade, com esta série que teve o primeiro impacto com o facto de se ver numa posição de “figura pública” e reconhecida. Desde essa altura até agora são inúmeros os projectos nacionais e internacionais em que tem participado nas várias vertentes da representação.
No entanto, para mim, é sempre uma curiosidade superior, saber como nasce e como surge o primeiro “click” de qualquer tipo de arte na vida de alguém. Quando pergunto o que se sente e como é ser ainda tão novo e ver-se a fazer parte de um projecto que não o deixou passar anónimo pelo pequeno ecrã, responde firmemente que, “é preciso ter uma base e uma estrutura interior muito fortes e de uma forma bem definida para aguentar o facto de ser constantemente invadido no seu eu”. Impressionou-me deveras a forma como ao falar naturalmente, deixou um recado tão simples mas tão importante e incisivo, às actuais e às vindouras gerações de actores e que não posso deixar de salientar e relembrar:
- “Tão depressa és tudo como és nada! Há que não perder o teu ‘eu’, nem se dissociar daquilo que és, que queres e que tens como objectivos para a tua vida”.
Se pensarmos bem, afinal, estes valores aplicam-se a todos nós, em qualquer profissão ou situação social. É talvez por ter este lema de vida tão bem estruturado e vivido que, apesar do seu enorme e já longo percurso, se tem conseguido manter numa ambiguidade profissional que tanto o mantém um ilustre anónimo discreto, como um actor conhecido e reconhecido com uma enorme versatilidade e carisma. Pode parecer estranho mas é verdade que não foram poucas as vezes que falei do Ivo e foram raras as pessoas que à primeira conseguiram associar o nome ao actor e/ou a uma personagem. Precisam de ir pesquisar primeiro e só depois exclamam um grande “Ahhhhh… já sei quem é!!!”


À data desta nossa conversa estava a saír um projecto com co-produção do Brasil, Italia e Portugal – Estrada 47 – filmado em Itália, dirigido por Vicente Ferraz e no qual personifica um dos milhares de soldados brasileiros que combateram na II Guerra Mundial ao lado das Forças Aliadas, em condições adversas e, onde soldados habituados ao calor se vêm confrontados com as diferenças climatéricas de um país totalmente diferente do seu. Ficam em causa as suas vidas e a forma como sobrevivem ao mesmo tempo que defendem uma “terra de ninguém”, sendo obrigados a ajudar a desminar um campo de minas, enfrentar o inimigo e o sofrimento sobre-humano que lhes é infligido. São inevitavelmente postos à prova como soldados e principalmente como seres humanos. Muito interessante a forma como nos “identificamos e reconhecemos” em situações limite…! Acima de tudo é mais uma realidade histórica da época que muita gente desconhece, bem como uma outra maneira de olhar e ver a forma de fazer cinema destes três países.
É difícil fazer referência a todos os trabalhos de televisão, cinema, teatro e outras vertentes culturais onde já participou mas posso referir alguns tais como Call Girl; Os Filhos do Rock; Florbela; Assim Assim; Shoot Me; A Arte de Roubar; Liberdade 21; Desavergonhadamente Real; O Mistério da Estrada de Sintra, entre muitos outros. Vale a pena fazer uma pesquisa pormenorizada ao IMDb e ir descobrindo sequencialmente o seu percurso desde 1994. Esteve muitas vezes nomeado para melhor actor e foi galardoado com o merecido prémio em alguns deles. 

                                                                                          

Ao perguntar que tipo de projecto mais o alicia, responde que gosta de fazer qualquer coisa desde que seja bom e que goste – sem complexos, menosprezos ou depreciação. Não importa se são séries, filmes, teatro, novelas, etc. Apenas faz mais filmes porque lhe têm aparecido mais projectos nessa área. De qualquer forma assegura de que não é fácil andar sempre a correr de um lado para o outro, saltar de país em país, não poder estabilizar nem assentar raízes. Talvez seja por este motivo que um dia disse numa entrevista a um magazine de um jornal, que já lhe tinha passado pela cabeça deixar de ser actor (algo deste género). Logo que me foi possível, enviei-lhe uma mensagem tipo telegrama a dizer, “acabei de ler o magazine -stop – vou matar-te se deixares de ser actor!!! – stop”. 

Ao ouvir o “outro lado” da sua história de vida, relembrei também de uma reportagem televisiva longínqua onde o Ivo disse uma frase/expressão que me marcou deveras na altura por motivos pessoais, que eu não conhecia mas que me gravou um sorriso no rosto e no coração de tão verdadeira que é, seja lá quais forem os deuses, anjos e santos protectores de cada um. Talvez por isso nunca mais a esqueci – “Deus ri-se dos nossos planos!” E deve rir-se bastante mesmo porque nessa altura ainda eu nem sequer imaginava que o “bonequinho falante do ecrã” da minha casa, seria agora o meu “entrevistado”.
Deve ser mesmo verdade que há um “Sininho” qualquer dentro de cada um de nós a obrigar-nos a tomar decisões importantes que nos fazem crer sermos donos e senhores da nossa própria vontade e, quando nos apercebemos, ao corrermos ao sabor das nossas opções e dos nossos sonhos, somos direccionados quase sempre para o sítio do “nunca imaginei” ou do “quem diria”. E é assim que vivemos constantemente - em “On and Off”. E foi assim também que o actor encontrou a sua forma de terminar o Conservatório Nacional num passado recente, pelo meio de tantos trabalhos, sendo dono de tantas decisões pessoais e profissionais.
Retomando a minha curiosidade pelo “princípio do início”, confessou que tudo começa no teatrinho da escola primária – sim, na 4ª. Classe. Será caso para dizer agora, como é que uma fase tão primária pode ser tão decisiva na vida de uma criança…?! Mas é mesmo! Portanto, cuidado com as nossas crianças – as verdadeiramente pequenas e aquelas que ainda estão escondidas num qualquer canto de nós…!
O seu primeiro contacto com o público foi nas apresentações dos espectáculos do Conservatório mas o verdadeiro trabalho e experiência a sério foi na antiga Feira Popular de Lisboa, na casa assombrada Passagem do Terror, onde se viu obrigado de um dia para o outro a actuar com o risco da acção/reacção uma vez que tinha de lidar com um público “exigente e mal comportado” no bom sentido – era público real, sincero, sem rodeios e, ou gostava ou não gostava e reagia mediante o que sentia – tal como as crianças. Tinha portanto, o desafio de os “agarrar” a todo o instante e isso foi uma enorme escola práctica.
Mais tarde foi estudar para uma Escola em Nova Iorque porque sentia que cá em Portugal estava um pouco limitado e decidiu alargar os seus próprios horizontes. Depois de ouvir um dos seus exemplos experienciados como formas de aprendizagem, eu própria devo ter ficado com um sorriso estranho congelado na face – recordo-me de, por momentos, deixar de o ouvir e ter pensado: “era exactamente aí que eu deveria ter estudado também…e teria usado todas as salas!”
Passo a explicar o que o Ivo partilhou – pode existir por exemplo uma única sala que está dividida em quatro – num lado estão alunos sentados normalmente em carteiras; noutro estão alunos sentados todos tortos e descontraídos - tipo lounge; numa outra divisão os alunos que trabalham melhor em grupo e numa outra ainda, aqueles que só conseguem desenvolver o processo criativo de forma isolada. Na verdade, todos sabemos que cada pessoa tem uma personalidade e comportamento muito diferente e pessoal, com uma vivência muito própria e isso deveria de ser sempre respeitado em qualquer lugar e em qualquer cultura sem danos de qualquer natureza para quem quer que fosse.
Sei que em algumas escolas se fazem experiências idênticas e talvez estejamos no bom caminho porque desde cedo já se dão algumas dessas liberdades às nossas crianças. Seria muito bom que todas elas se transformassem em “adultos bonitos”, bem educados, bem humorados e capazes de também eles saberem rir dos seus próprios planos que possam sair furados… ou não! Acima de tudo, sejam capazes de ser pessoas realizadas e se possível felizes, estejam eles em modo On ou em modo Off.


Voltando a ti Ivo, muito obrigado por seres o Actor que és e também por nos levares com tanto mérito, brilho e qualidade para lá da linha que delimita o nosso País.
(E agora conta lá, aqui para nós, que ninguém nos vê nem ouve… aproveitaste a oportunidade e passaste pelas divisões todas da dita sala da Escola de Nova Iorque, não passaste?! Diz lá a verdade!)


                           [e os peixinhos gigantes continuam a nadar na parede lá atrás... repararam?!]




23 de Dezembro é o dia do seu aniversário - raramente esqueço por também ser um dia importante para mim por outras circunstâncias especiais. Há anos em que lhe dou os Parabéns, noutros esqueço-me por completo porque o tempo me ganha quase todas as corridas.

De qualquer forma, em datas festivas importantes das vossas vidas, não se esqueçam de brindar com "Refrigerantes e Canções de Amor" (argumento de Nuno Markl,  realização de Luís Galvão Teles, interpretação de Ivo Canelas, Lúcia Moniz, Victória Guerra, Gregório Duvivier, João Tempera, Jorge Palma, Sérgio Godinho, Ruy de Carvalho, Marco Delgado e André Nunes). 


Bem que um pouco de essência de refrigerante e amor de bom tom podem realizar verdadeiras obras de Arte.






17.07.2016
Alda Silvestre

[Esta entrevista não foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico por minha deliberada opção, porque não me apetecia descartar o actual inútil “c” da palavra “Actor” por dois motivos – o primeiro é porque acho mesmo a palavra muito mais bonita e “maior” com o “c”, o segundo motivo é apenas porque quando conheci o Ivo ele ainda era um “Actor” e não um “Ator”. Por conseguinte todo o restante texto teria de ser escrito também tal como eu aprendi na escola primária e na 4ª.Classe.]


(Obviamente recebi todas as autorizações "ministeriais"... e principalmente a do Ivo para publicar este post)

* * *

Alda's Translation arriving soon.  Loading for a while... a long while! :-)









'BRAIN PRO' feat GO PRO


Nem sempre conseguimos transmitir com imagens ou palavras aquilo que na verdade vemos ou sentimos

Yes, and here it is - another post. Finally!

Sim, têm muita razão! Tanto tempo à minha espera é inadmissível!!!
Aos muitos que me perguntaram o porquê deste meu longo silêncio, fui dizendo que tinha o blog em "coma induzido" e que precisava de espaço, tempo, tratamentos e resoluções.
Então vou tentar explicar de forma resumida (tarefa difícil pra mim!) alguns porquês desta minha ausência. Tentarei também fazer com que entendam a co-relação entre este meu novo post e o anterior - de há quase dois anos e meio atrás...ouch - shame on me!

Pois é! Para quem ainda se lembra - e para os que não se lembram, isto também é válido - este blog foi criado por uma das habitantes do meu coração (obrigada Totós), logo após a "mudança de morada" da minha Mãe e para que eu pudesse viajar sem sair do lugar. Deixei-o em banho-maria durante nove meses, até que, num belo dia, nasceu.
Nessa altura queria cumprir uma promessa de escrita feita à pessoa que me inventou e que mais me amou neste planeta (e se calhar no outro também) - escrever um livro essencialmente sobre a sua experiência de vida e valentia para suportar o seu "catálogo de doenças", tal como dizia. Sorria e soltava sempre uma gargalhada por se recordar do seu querido Raul Solnado - afinal estava a roubar-lhe a expressão num dos seus sketchs favoritos e que se chamava A Ida ao Médico.

Sou quase como o José Cid - já quis ser tudo nesta vida. Em pequenina queria ser médica ou enfermeira para ter o poder de curar a minha mãe. Não cheguei lá por motivos vários mas, tive muitos cursos intensivos e com tratamento de choque que me obrigaram a aprender muito - não sou médica nem enfermeira mas sou quase...sem canudos, é certo (pelo menos desde que perdi os caracóis do cabelo). No entanto, já aumentei a esperança de vida a algumas pessoas em meses e até em largos anos. A intenção da minha Mãe era exactamente que eu transmitisse através da escrita de que "ter doenças não é ser doente" e de que, mesmo que na realidade se seja doente, também nem sempre se morre assim com três pancadas - são precisas quatro ou muitas mais!!!
Espero bem ter uma vida muito longa já que fui fabricada desta forma - cheia de mil "pancadas"...! Espero bem ter tempo para honrar e conseguir cumprir algumas das tarefas prometidas à minha Mãe, às Estrelas e a tantas outras mil pessoas espalhadas por esse mundo fora. Acima de tudo, espero conseguir co-relacionar as habilidades e verdadeira Arte de todos os meus amigos, conhecidos e familiares, com a cultura e riqueza do nosso País. Apenas porque mesmo sabendo tão pouco me orgulho de mostrar o tanto que temos.

Uma dessas mil pancadas que possuo é o Mar. Sempre o mar... mas não tenham ilusões porque as outras novecentas e noventa e nove vêm logo seguidinhas: Pedras (pedras mesmo!); Conchas, o Sol; a Lua; Árvores - as minhas grandiosas e resistentes árvores; Nuvens; Baloiços; Crianças; Animais (excluindo melgas que me fazem "cagulos" monumentais e outros "derivados" com os quais não consigo relacionar-me muito bem, confesso!); Flores; Pessoas; Artes; Estrelas; Luzes... e nunca mais acaba! Vejo tudo à minha maneira - tal como todos nós - e invento que o mundo é todo meu, da forma que quero, só porque quero.



                                     Às vezes o mundo é todo meu também  (photo by Manuel Araújo Photographer)



É aqui que entra a lógica do título do post - Brain Pro - sim, declaro para os devidos efeitos que a expressão foi inventada por mim e quem disser o contrário eu processo - fico "tesa" da mesma forma mas nada a que o País e circunstâncias da vida não me tenham já feito ganhar calo.
Obviamente Brain Pro advém da lógica da Go Pro - e sim, vivam as novas tecnologias, claro! Mas, tenho a convicção de que invente o Homem o que inventar nada lhe será superior a si mesmo, nem à capacidade do seu cérebro. Quantas e quantas vezes já nos aconteceu querer registar aquele momento, naquele segundo, naquele lugar, daquela forma e, a natureza ou até o simples facto de existirmos não permitem.
Também é verdade e concordo com a frase "uma imagem vale mais do que mil palavras", mas desculpem-me todos os amantes da fotografia - eu também sou - não posso concordar inteiramente. Uma fotografia, não regista a exacta forma como vemos, como sentimos, "como temos" naquele instante... não capta cheiros nem sentimentos. Portanto, por vezes as palavras fazem falta, nem que seja para descrevermos a nós mesmos o que queremos guardar para sempre; fazem falta para mostrar ilustrado ao nosso cérebro a imagem que queremos guardar pelo tempo que a memória permitir. E, se pensarmos melhor, por vezes até o silêncio tem uma imagem e um sabor mais nítidos do que possamos imaginar.

Pois é! Frequentemente me falha o registo da imagem ou porque me esqueço do "aparelhómetro", ou porque não tenho espaço de memória suficiente (aliás, nunca tenho espaço de memória...!) ou até mesmo porque não me apetece! Sim, às vezes não me apetece sequer estragar o sabor do momento com o facto de ter de me movimentar para fotografar - quando me preparo para o registo da imagem, o sabor já passou. Por vezes, até o melhor elemento ou protagonista da imagem, já passou em segundos.  É quase como uma droga que deixa de fazer efeito quando te dão o antídoto. Claro que estou a falar de tudo isto no campo da vertente positiva... a outra vertente agora não é para aqui chamada!
Então? O que é melhor? Ver sempre através da lente ou atrever-mo-nos a deixar passar o registo da imagem para guardar o instante na nossa Brain Pro interna? Pois...não tenho vergonha de dizer que ainda não sei mas, consigo afirmar que vou continuar a fazer o que me der na real gana na maioria das vezes e, também que faço questão de usar muito mais a minha Brain Pro do que propriamente a Go Pro (Ah, esqueci que ainda não tenho Go Pro...).
Também não tenho vergonha de dizer que irei continuar a aborrecer os amigos, conhecidos e desconhecidos para pedir todas as fotos/momentos/registos que me fizerem falta... só porque em certas alturas estive muito mais empenhada em usufruir do instante do que em registá-lo. Espero que me entendam e que me desculpem! Aliás, são obrigados a desculpar porque, há alguns anos atrás tive um "Mestre" de fotografia que deu o seguinte ensinamento: "vejam a fotografia da vossa forma, ainda que não seja perfeita nem bonita e, acima de tudo, quando viajam, usufruam dos lugares e dos momentos sem se preocuparem se aparecem nas fotos ou sequer, se têm fotos"! Recordo-me de ter pensado: "olha que bom - afinal eu sou quase normal!". Ainda hoje quando me vêm a fotografar - por vezes mal posicionada, torta e a focar o menos improvável - dizem-me: "olha como ela está?! Deve sair uma fotografia linda...". Sei que estão a tentar irritar-me e a depreciar a minha óptica mas a isso costumo responder: "eu é que sei!!!" E quem me conhece em inúmeras e hilariantes histórias, "eu é que sei" já é uma frase famosa!

     É importante dar um tecto ao nosso próprio tecto

E como é tão importante termos um "tecto", seja ele físico ou fictício, espero portanto conseguir com o re-acordar deste blog, dar um Espaço em Branco a mim mesma e a tantas outras pessoas, de forma a que seja preenchido com alguma riqueza em forma de luz, arte ou pedras preciosas e, fazer com que algumas "partículas vivas" deste nosso planeta, onde quer que estejam, se sintam acolhidas e protegidas na sua própria "casa", ainda que em certos dias não consigam ver mais do que o Sol ou as Estrelas.
 
 No matter what, never forget to fight even if during several days you feel like a statue and can't move one finger towards your dreams...the secret is always waiting or rest for a while and be strong enough to achieve the next step. Then, you are ready again to climb your own stairs.

                                                Estátua do Parque Dom Carlos I - Caldas da Rainha



Alda Silvestre

Início do post: há seis meses...
Conclusão do post: 22 Dezembro 2016


Câmara Luz Acção - The Show Is About To Start


Câmara Luz Acção!
Os holofotes acabaram de se acender.
Cada tecla possui uma das letras com o teu nome e que, a seu tempo, iluminar-se-á com um simples toque.
One by one you'll have your time to show what you most love and like to do.
This is a "White Space" completely empty - your mission is to give it some colour and draw a form upon it.
You might be no one in a million persons...
But I see you in my own way and, to me, you are special just because you have a treasure inside your soul.
Just because you are my friend and my special family.
Release your wings and let us see the land where your heart belongs
Even if it is only for a second, a minute, a hour...
This will be your moment.
And The Show Is About to Start!




Alda Silvestre
15.03.2014

* As Aventuras e Tropelias do Menino Jesus *

Começo a sentir pena do Pai Natal - já deve estar tão cansado e tão farto de nós...
"Neste Natal vamos ajudar"
"Neste Natal seja solidário"
"Faça uma criança sorrir e contribua..."
"Diminua a dor dos que sofrem..."
"... e não esqueça o requinte de uma mesa de Natal adornada com..." - todos estes slogans são sempre tão familiares ao longo de décadas e gerações em todos os Natais que, por vezes me interrogo:
 - E então? O que é que acontece àqueles que não têm, não podem ou não querem fazer nada disto só para ficarem bonitos na fotografia do dia em que nasceu o Menino Jesus e que preferem preservar a saúde do Pai Natal?
Ah, sim! É verdade - esses vão todos parar ao quentinho do inferno - e há Natais em que dá muito jeito porque está um frio de rachar...!
Há dias em que gosto mais do Menino Jesus que decide apenas ser rebelde e disparatado ao invés daqueles dias em que está a cumprir as tarefas que todos esperam dele.

* .*
"Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
(...) Depois fugiu para o Sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.

Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água.
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça.
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
(...) Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou - (...)
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
(...) Ele é a Eterna Criança o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,

(...) Depois ele adormece e eu deito-o.
(...) Ele dorme dentro da minha alma
(...) E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

(...) Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?"
*.*
Alberto Caeiro in O Guardador de Rebanhos

Gostava muito que algumas pessoas tivessem a coragem de fazer e dizer:
"Neste Natal não faço nada mais além do que o meu coração disser, serei o mais egoísta que conseguir e vou guardar a felicidade toda só para mim!" Talvez desta forma não houvesse tanta hipocrisia nesta altura do ano...



No dia 25 de Dezembro de há quatro anos atrás, para iniciar um novo percurso de vida e porque a minha mãe e o Menino Jesus "combinaram" fazer-me uma partida, fiz um presépio muito especial na minha mesa de cabeceira com o anjinho da minha avó e o menino Jesus da história da minha mãe... pelo meio de livros e autores da minha eleição. Ainda não o desfiz! O motivo não é porque tenho medo de esquecer. É porque todos os dias preciso relembrar que o caminho é em frente e que afinal, o Natal não é só um dia no ano inteiro e quanto maior for a quantidade de "felicidade armazenada" por cada um de nós, maior será a probabilidade de ser distribuída e de ser deixada disponível à mercê de quem mais dela precisa. Ou não fosse o Homem o ser que mais depressa se farta e que mais se distrai em usufruir do melhor que a vida lhe dá...



De há alguns anos a esta parte sou uma forte candidata ao quentinho do inferno... porque nem ajudo, nem sou solidária, nem contribuo... nem preparo mesas com requinte... ou porque estou a trabalhar ou, porque não me deixam ou ainda, porque estou muito ocupada a "reconstruir-me", a ser egoísta e "a guardar a felicidade toda" só para mim.

Foi num desses ataques de egoísmo que, por mero acaso encontrei e, por natural descaramento me aproximei dos meus Meninos do Coro da Igreja da terra natal da minha Mãe.


 Tudo começou a 25 de Dezembro de 2009 quando, dentro daquela Igreja tão familiar - durante tantos anos decorada com os arranjos florais aprimorados da minha avó - tremi de frio e de dor porque quis o destino (e a minha mãe também!) que fosse ali o penúltimo sítio onde iria poder dizer-lhe "adeus mãe... até logo... dá um beijo por mim no teu querido Menino Jesus".
Pouco importará para o caso a forma como vivo e sinto a religião que desde muito cedo me foi ensinada, que moldei e adaptei de forma confortável, digamos, aos valores em que acredito e pelos quais me conduzo. A minha história com esta Igreja já é muito grande em "despedidas" mas, também é enorme em boas memórias de jovem adolescente quando lá ía passar as férias de Verão e que saía da missa com uma enorme dor de barriga por tanto rir com as minhas amigas dos disparates que inventávamos no momento por tudo e por nada, de tudo e de todos e, de uma senhora muito engraçada que cantava devota e com elevado fervor: "Jásuuuu, Jásuuuu... Teu nome é Jásuuu!" - era "deliciosa" a senhora e ainda hoje consigo recordar-lhe o som da voz... nunca eu imaginei que a minha mãe iria escolher o dia do Menino Jásuuuu... para me deixar aqui a morrer de saudades dela. 
Primeiro foi a missa ao fim de três meses, depois... "deixa estar mais um tempinho" - era uma forma de eu estar mais perto da família, das amigas da minha mãe... e das minhas também. Depois... caíram-me lá os passarinhos do Menino Jesus a cantar e a divertirem-me uma vez por mês - deve ter sido Ela que mos enviou de presente porque adorava ir à missa e estava a ver que eu já andava a ficar um pouco entediada. Agora, confesso que por causa deles já me custa deixar de ser uma beata do Menino Jásuuuu :-)
Não rezo nada de jeito (a minha mãe bem sabe e sempre me desculpou porque nunca gostei de rezar) mas, o certo é que volto de lá sempre cheia de boas energias, cheia de felicidade deles e com mais qualquer coisa de novo para sonhar e projectar fazer. É quase tão bom como ir ao teatro...! E com os meus passarinhos, é quase quase tão bom como ir a um concerto de música!!! 



Bem... voltando ao que interessa, na verdade, o que realmente importa é a felicidade e a esperança que meninos e jovens como estes depositam na vida de muitos que tanto dela precisam. E quando vos disserem "a juventude está perdida!", não acreditem porque não é um mal geral!
Admiro-lhes a dedicação, o amor e o empenho com que se entregam no coro da Igreja da paróquia onde pertencem. 
Foi por tanta admiração que no ano passado, por estes dias, me desloquei propositadamente ao salão da Cabeça Gorda, concelho de Torres Vedras, cujo espaço estava totalmente ocupado e cheio de gente com um espectáculo de mais de uma hora todo feito e organizado pelos meus meninos do coro - sim meus, porque os adoptei desde o primeiro dia em que me apareceram nas "missas da minha mãe" caídos ainda não sei bem de onde.
Sim! Em cada Sexta-Feira de cantorias no coro da Igreja irradiam alegria e transpiram vida por todos os poros - parecem mesmo aqueles passarinhos saltitantes e que fogem a voar à velocidade da luz à nossa frente quando nos aproximamos.
E sim! Comecei e devo-lhes este post há um ano! Um ano imaginem...! Não tiveram muita sorte com a jornalista - devo ser a profissional mais atrasada do globo terrestre e arredores! ;-)
Primeiro, porque pareço o coelho do relógio da Alice no País das Maravilhas - sempre atrasada! Depois, faltavam-me os nomes e autorizações deles e dos pais para publicar o evento... e pronto, é assim que passa a vida e o tempo... mas como diz o antigo mas certo ditado popular: "mais vale tarde do que nunca!"


O melhor desta história toda é que de mim, os passarinhos já não fogem. Pelo contrário! Fico tão feliz quando saio a porta da Igreja e os vejo à minha volta a fazerem perguntas com aqueles olhitos arregalados de vida e de sorrisos verdadeiros de quem é simplesmente feliz! Obviamente lá devem ter os problemas e desencantos da vida de cada um deles... alguns talvez até tão grandes como os de gente crescida..., mas ainda sabem ser felizes e ainda sabem sonhar!
Tenho aprendido muito com eles e saio de lá sempre com um sorriso na alma apesar da tristeza do motivo que me fez (re)começar a ir à missa depois de tantos anos.

Certo é que voltei impressionada com o espectáculo do ano passado! E temos futuros Artistas!!!
- Os apresentadores - a Isa (mentora do projecto, organizadora, maestrina, cantora, etc, etc, etc) e o Daniel pareciam verdadeiros profissionais de TV. Lindos e com tudo muito bem programado e escrito na apresentação das musicas e dos respectivos intérpretes.


- A Beatriz, que toca orgão, viola, canta, etc, etc, etc.

- A Verónica além de cantar também esteve a cargo da mesa de música, do sorteio muito bem disposto e divertido de presentes ao público, etc, etc, etc.
- Depois, mas não menos importantes, todos os outros elementos do grupo fizeram o seu melhor em todas as áreas e canções que lhes estavam estipuladas. Alguns deles arrepiaram-me e emocionaram-me com a atitude, determinação e qualidade! Passei o tempo todo a pensar: tão novinhos e tão fortes e determinados; tão bom ver a arte a fervilhar dentro deles e a revelar-se de uma forma tão bonita; talvez ainda seja possível o nosso futuro ser risonho com meninos e jovens assim... mas temos de lhes dar algo em troca - condições culturais por exemplo...! E, infelizmente, é coisa que os nossos (des)governantes querem tornar numa missão quase impossível...!







- Por fim, tem uma menina mais pequenina e que é irmã de uma outra menina das que fazem parte do coro mas, que entra e sai do grupo a toda a hora e minuto, que imita a irmã de livro na mão e cheia de convicção e com a qual me identifico e revejo naquela idade por ser tão irrequieta e porque distrai tudo e todos à sua volta! :-)



Admiro de verdade a Isa Santos (não menosprezando todos os outros!) uma vez que ficou responsável pelo projecto aos 17 anos e tem crescido e feito crescer emocional e profissionalmente todos aqueles passarinhos sempre a chilrear à sua volta. Há pelo menos dois anos que deve ser difícil manter a ordem com tanta alegria esfuziante a saltitar. No entanto, parece conseguir levar o barco a muito bom porto de uma forma suave, ambiguamente autoritária e, com normas necessárias que vai polvilhando com a sua doçura natural.


O curioso é que conseguem ter umas músicas e canções tão animadas que frequentemente dou comigo a levantar as mãos lançada para bater palmas no final de cada música porque me esqueço que estou numa missa ainda das de antigamente e não num concerto. No entanto, já por algumas vezes o próprio padre pediu palmas para eles e aí faço a vontade à minha força, sorridente e feliz como os meus passarinhos e com o mesmo fervor da senhora que cantava o Jásuuuu! 
Estou a pensar seriamente em ir a Roma visitar uns amigos, aproveitar a deslocação e... ir pedir ao Papa Francisco para autorizar a transformação das missas em "Missartes" (junção de missas + artes)! Penso que Sua Excelência era bem capaz de gostar da ideia e peremptoriamente não autorizar que os outros padres me prendessem ou internassem por blasfémia ou insanidade mental! :-)

São estas as fotos dos  meus Meninos do Coro da Cabeça Gorda.
Peço desculpa pela pouca qualidade das fotos mas é o que a minha máquina permite em ambientes de pouca luz e, nem o Ministério da Cultura nem a Merkel me passaram ainda a autorização para mudar o meu material de documentário "foto-video-jornalístico". Continuo à espera do "deferimento"... ;-) 

E, como podem constatar pela foto, independentemente do que quer que se acredite, dos caminhos que se optem, ou dos problemas que nos assolem, o mais importante na vida é mesmo a felicidade que se escolhe para nos fazer sorrir desta forma.


O meu muito obrigado a todos por me terem convidado e deixado fazer parte da vossa alegria! :-)



Ps. A foto tinha de ficar fora de zona para se conseguir ler os nomes e, mais tarde vou tentar aqui colocar o ou os videos. Bem Hajam e nunca deixem de dar estes presentes ao Menino Jesus... e a todos nós! :-)

?! Por Aí !? VII * * * ?! Being Around !? [Se Quero, Logo Posso!]

Um (Auto)ritário diz:
- "Eu quero, posso e mando!"

Uma (Alda)ritária diz:
-"Eu não mando! Mas quero, posso... e vou conseguir!!!" ;-)


* É provável que para conquistar o que quer que seja, tenhamos de obrigar as nossas sombras a atravessar paredes que no primeiro impacto nos parecem feitas de ferro e cimento armado mas, se nos esforçarmos para além do nosso suficiente, existe sempre a possibilidade do obstáculo ser apenas uma tela irregular à espera de ser pintada com as cores e formas que bem nos apetecer. Importante é nunca nos  autorizarmos ao conforto de um luxo inerte e fútil, que de forma aliciante nos conduz ao distanciamento da liberdade dependente e viciada do "quero muito". *


25.11.2013
Alda Silvestre

"Ninguém te vai parar, perguntar, fazer saber... porquê..."

?! Por Aí !? VI *** ?! Being Around !? [Muda]


Quando tudo muda, muda tudo! 

Photo: Trabalho de Pedro Rodrigues - 06.08.2006

Quando tudo o que pensas ter muda, muda tudo o que possas pensar

                         
        * When everything that you think you have, changed, you have to change everything that you might think *

         28.09.2013
            Alda Silvestre


Even if I can't, I will do it... all around the world out there!


  
Também é necessário tropeçar nas nuvens e olhar estupefacto para o desenho que fica.

                          [São Bernardino - Portugal]
                             
                    Maybe things really have to happen 
                    Maybe things don't really have to happen sometimes
                    Who knows?!
                    Life happens
                    Even when you think you can control it
                    You're alive by chance
                    With every second of your breath.

                     In the meanwhile
                     You have the chance to dream
                     That it's possible to have wings
                     To fly
                     Anywhere
                     Anyway
                     And do anything you want to
                     Even if you're not able to move.

                              [Foz do Arelho - Portugal] - eu a voar na frente do sol! ;)

                      Although, while you're having this dream
                      On each second
                      You're walking along the road
                      Of your own life
                      Full of surprises
                      That will support your strength
                      Release your soul
                      And make your heart smile
                      Even if it is only for a second
                      Of your breath
                      By chance



And now, my friends, family, teachers and guests all around the globe, artists/painters, dancers, singers and funny guys...and girls ;) from my special radios's schools on the other side of the sea!
"What if?"
I could retribute all of your love, kindness, support and help for me, my life and my job?!
Would be simply amazing!



I'm here!
Doing my best to "be with you" for a while and make you smile for the most time I'm able to :-)



By the way, and talking about to make you smile, now I have to go to my crazy life again to...

"Turn it upside down" ;-)

                       [Foz do Arelho - Portugal]
                               
                       I'm sure that some of you out there will remember this from somewhere!!! ;P  "AR" maybe...?! :)

                       Take care, will you?!!
                       Bye for now
                       Alda
                       from Portugal (the little Portuguese flag is missing... just for now! ;-)  )

                              
                               Alda's translation 'para Português du Portugal' (resumo):

                       "Mesmo que não consiga tudo
                       Na medida do mínimo,
                       Farei o máximo de algo
                       Que tem de ser feito,
                       Numa volta ao mundo
                       Pela porta do tempo
                       Ainda que nunca possa sair do lugar."


                             [Castelo de Óbidos - Portugal]

 
                             Alda Silvestre
                             15.09.2013



Instituto Português do Mar e da Falta de Atmosfera... :-I





"O Instituto Português do Mar e da Atmosfera informa que o vento de ontem está em vias de extinção para este fim de semana uma vez que a probabilidade de uma determinada Alien ir à praia no período da tarde se encontra gravemente reduzida. Constata também que a temperatura terá uma subida acentuada na região Oeste de forma a irritar solenemente a dita cuja.

Assim, aconselha-se a que todos tomem as devidas precauções para a vaga de calor que se aproxima tal como beber muita água e evitar as horas de calor especialmente entre o meio dia e as quatro da tarde, especialmente crianças, idosos e doentes crónicos (isto já é a sério!)

O Instituto Português do Mar informa também, já ter sido assinado um protocolo com a dita Alien e também em conjunto com alguns organismos turísticos, de forma a conseguir mediar condignamente a 'Falta de Atmosfera' nas nossas praias para que a receita turística global não saia prejudicada durante a época de Verão".



09.08.2013
Alien

Janela de Pedra / Window Made of Stone

É raro o dia em que não ouça o mundo dizer que Óbidos é único, especial, valioso, lindo.. são tantos os adjectivos que, apesar de há muitos anos sentir o mesmo, sinto um orgulho enorme em fazer "as honras da casa" a um sítio tão especial.

É muito bom e gratificante chegar aqui todos os dias para trabalhar - especialmente de manhã - estacionar o carro, ver o sol nascer ou crescer consoante a hora e altura do ano, subir a rua empedrada com as casinhas cheias de flores, ter a muralha grandiosa na minha frente e ser acompanhada pelo chilrear dos passarinhos cheios de energia e prontos para mais um dia de batalhas e sobrevivência. Tento apenas seguir-lhes o exemplo. Mas, confesso que fico orgulhosa de cada vez que percebo ter a imensa sorte de poder ver o mundo quase todo daqui.

Espero finalmente, por estes dias, começar a mostrar ao mundo, o que está por detrás desta Janela de Pedra.
Acreditem que nem vão acreditar! :-)

Alda's translation ;-)


Well my Dears,

What I was trying to say to you in Portuguese were that almost everyday I hear the whole world saying that Óbidos is a special, beautiful and unique place in the world. The most curious thing is that even the guests that already travelled from all over the world, are exactly the ones whose says exactly that! I confess I love to hear these kind of things and I'm also so proud of that!
You can't imagine how good and rewarding it is to arrive here every morning to work and see the amazing sunrise, walk up along the street and depare myself with the big and huge wall of big stones right in front of me... and have the peace to just listening to the singing birds around me fighting for their lives and their survival. When I think a little "deeper" I notice that I just have to follow their example and, life will be much easier and better. Although I confess I feel very proud  and blessed because I can see almost the whole world of yours from here.

Finally I hope about these days, to start to show you, what can be behind this Window of Stone.
Believe me that you will not believe! :-)

Well, and for now... just a little of "my view".


Ps. If you wish feel free to share your pics with me right here the same way - it will be fun! :))
E digo o mesmo em Português - partilhem! ;)





Alda Silvestre
19.05.2013

Duas Mães a Quatro Braços



18 de Maio de Qualquer Ano
Será sempre o Teu Dia
Será sempre dia
Da Minha Mãe Especial

Não Te esqueço
Porque não quero!
Não Vos esqueço
Apenas porque
A memória não deixa...
E ainda bem!

Espero que a Minha Outra Mãe,
Aquela que me emprestaste...
Te dê um abraço tão quente e cheio de amor como aqueles que me dava a mim quando não podias pegar-me ao colo ou quando estavas no Hospital das Bonecas Lindas como Tu...


Espero que Ela Te abrace forte também a Ti
Porque agora,
É a minha vez de não poder abraçar-Te...

* * *

Sempre que me apetece "adquiro" por conta própria e sem qualquer troca de valor monetário, tudo aquilo que gosto e amo na natureza - declaro pois, para os devidos efeitos, que estes patos são meus!!!
Quem me conhece bem, já muitas vezes me ouviu falar dos "meus patos do jardim" e que preciso de "ir ver os meus patos"...
Ao tirar esta fotografia num sítio especial, apercebi-me de como era idêntica a um bocadinho da minha família - duas crias, uma família grande para tratar, muito trabalho para fazer e, a alucinante aventura de se existir e resistir, por acaso (ou não), em cada segundo de vida que passa.
Por circunstâncias delicadas de saúde, a tarefa foi muita vez dividida com a minha Avó do "Jardim da Celeste" para que as duas "patas mais pequenas" continuassem a aventura de "aprender a nadar".

Ontem e hoje não consegui evitar relembrar e agradecer à vida a dádiva de ter tido Duas Mães que me criaram a Quatro Braços e muito amor.
Embora muitos não entendam mas, "superar não é esquecer". E sim, tudo tem o seu tempo... por vezes infinito!




Só Tu sabias!
Por tudo isso...
Obrigada porque me quiseste antes de qualquer pessoa poder imaginar que ainda seria possível eu existir.
Obrigada por colocares a tua vida em risco... contra tudo e contra todos.


    Inventaste-me desde o início... fiquei até ao fim

Obrigada por tanta paciência, amor e dedicação a todos os meus "acidentes, disparates e acessórios".
E obrigada por teres amado tanto o meu Pai...

* Não vou esquecer nunca que somos apenas o que sentimos e aqueles a quem amamos * 
* Só depois de tanto é que percebi porque é que as Árvores se apaixonam pelo Mar...!*

* * *

Foi precisamente a 18 de Maio de 2011 que iniciei a minha Primeira Viagem neste blog - é incrível a velocidade do tempo...
Uma das pessoas do "Condomínio Habitacional do meu Coração" empurrou-me para aqui e disse "e agora, é tempo de viajar" - é verdade! Tenho "viajado" muito!

Deixo-Te aqui as cores de um outro Arco-Íris visto pelos olhos da nossa Totós e semelhante àqueles com que me presenteaste hoje, às 7.20 da manhã do Teu Dia Especial numa das minhas inúmeras "viagens a caminho do mundo".



- Até "amanha"! Dorme bem...
- Posso apagar a luz? E continuas a ver o arco-íris?
- ...
- Olha... como a nossa menina diz...: Amo-Tu!
[não te escondas porque estou a ver-te sorrir, deitada e de olhos fechados :-) ]



Alda Silvestre
18.05.2013






Amor Também É... :

* Saber esperar que a força volte no melhor momento *

- Força, tu consegues!
- Estou a tentar com muita muita dessa força...
- Tens de te esforçar ainda mais!
- Não consigo...
- Se acreditares muito... consegues!
- E esperas por mim? Esperas até eu acreditar?
- A vida toda!
- Ah, então consigo já já - é que lá, de onde venho, a vida nunca é toda.



22.04.2013
Alda Silvestre

Cloud Number 99


 * and whatever comes gonna be alright... up on cloud number 9 *
 * 'cause the moon is up and the stars are bright *

Can You? 
Watch the world from cloud number 99?
Is that the right number of Your cloud up there?
Should be! Other wise I'll be my whole life searching for all of You and jumping from cloud to cloud...
But... don't worry,
I love to jump! :-)

* * * *


Está tudo errado! Não devia de ser nada assim!
"Mudar de sítio" deveria de ser só isso mesmo - mudar de sítio! Quando muito de matéria!
O Universo, o Cosmos, as Estrelas, o Sol e a Lua, o Céu e as Nuvens não são de uma imensidão infinita?! Então?! Bem que a vida podia ter programado a forma de arrumar a morte de uma maneira mais amena, com menos dor... e, ter sido consideravelmente mais inteligente para poder aproveitar todos os recursos naturais ao seu dispor.

Bem pensado seria, atribuir a cada um de nós uma casinha num condomínio de estrelas ou numas moradias de nuvens assim que a vida nos "desenha" e nos obriga a existir cá deste lado.
Já que todo o Universo é composto por uma ordem matemática e que os números também são infinitos, seria muito lógico e benéfico haver números especiais fáceis de serem lidos pelo comum dos mortais.
Depois, era só lá ir quando as saudades apertassem - poder passear e conversar até mais não, fazer umas corridas de nuvens... mais umas quantas macacadas para vos deixar a sorrir - e voltar morta de cansada... 

Sim, porque afinal era só um sonho bom,
E a morte é mesmo um erro da vida!



27 de Março 2013
[ Um beijo pra si Ti Sabino e nem imagina as saudades que tenho de lhe deitar a boné ao chão...
Também tenho saudades do resto... mas isso já é só nosso. O número da sua nuvem? Pode dizer-me qual é...?! 
E na sua nova horta, também aí tem sapos iguais aos nossos para eu tirar fotografias sem lhes tocar?!!! ;-) Se esses sapos forem mágicos e especiais peça-lhes para voltarem para o meu jardim... ]








?! Por Aí !? V * ?! Being Around !? * [Perfect Time]


Why doest it always have to be in the correct time?
After all, you can make your yesterday be the perfect time
To prepare your tomorrow right now.

Doesn't even matter if this makes sense.

When you're dreaming...
Don't forget to take yourself with you.




13.04.2013
Alda Silvestre


"Inexperiente"

                                            12/10/2010

 IC 19                                                                               Opel - ... ... ... - CD ... ... ...

VIATURA C/ MATRÍCULA VERMELHA - C(orpo) D(iplomático)
No vidro traseiro do carro tem um letreiro bem visível a dizer INEXPERIENTE...
Pensei:
Já percebi porque é que o país está como está...! 
São inexperientes...!!!

                                                       __________________________

- Taditos... tanta inexperiência só podia dar uma boa "mérdia";
- Taditos de nós, que temos de lhes desculpar e aturar a inexperiência e o disparate qualquer que seja a "sua marca";
- Era mais ou menos este, o aspecto do papel escrito na altura para registar a "efeméride";
- Os anos passam e os ingredientes mudam mas a "rexemenga" sabe sempre ao mesmo...!

                                                       __________________________

Na altura tirei a matrícula nem sei muito bem porquê... - lógico que não iria servir para nada e, além disso, eles mudam a frota automóvel a cada mês (estou a exagerar só um bocadinho!)
Recordo-me de pensar que era bom que adquirissem experiência o mais rápido possível... Não imaginava que o Curso da "Novas Oportunidades Políticas Experimentais" também estaria abrangido pelo processo de Bolonha e que tinha sido adaptado aos 3 anos lectivos... deve ser um "remix".

Acabei de ficar felicíssima ao constatar que a "Inexperiência Política" acaba em 2013!!! :-)
Não desistam ainda porque isto acaba logo logo!
Enquanto isso, arranjem umas mézinhas caseiras e muito gelo para ver se a mossa não fica muito marcada.

E já agora, "desejo-mo-nos" boa sorte na Escada Rolante Governamental  ;-)


30-01-2013
Alda Silvestre

Working with the Sun - Artists and Nature (the bottom of their souls)

A few post's ago someone said the next post would be in English...
A promise is a promise and here it is!
It is also the connection between the two last posts because in someone's brain is too hard to separate Culture (general culture) and Art (general art). It is also too too hard to separate the persons and all the Artists involved.


Working with the Sun is really with and not beneath or in or under. It really is with.
When people and animals can find a way to make a team and respect each other they can do amazing things. If they are able to keep that respect, even when they are working alone... amazing things still comes along naturally.

That's exactly what this little Bee is doing alone - respecting the sun, thanking for being alive, enjoying the place where she's working and doing her small but huge contribute to planet earth. Doesn't matter if nobody see or notice... or will remember. She does what she has to do and that's enough.

Let me tell you that, by now, a very intelligent human already did cut this tree and, by the time that already passed through, the bee no longer exists... but, by the look in her eyes then ;-) someone can assure you that she was a happy bee, doing a great piece of art while she was working with the sun.

Therefore, with the Sun, happens exactly the same - he's up there, in silence, calm, quiet and shiny... allowing the white and the dark clouds around and below him once in a while and,  taking a nap when our planet claims for the rain.
It is true that sometimes he takes too long naps and it does interfere a lot with the planet and human kind but, it's only nature going forward and further across the time.

So, this Little Bee is an Artist, the Flower is her paradise, the Tree is the support and the Sun is her life.

Maybe... one of the good things for human beings is to plant trees, admire and care for the flowers and allows the bees to be happy survivals while they're creating their pieces of art - honey is a great piece of art.
Doesn't matter if the world cares for it or not. At least they are happy lives while they're working with the sun.



So, let's allow the artists to be happy bees with their favourite flowers...
Let's make culture and education a big and strong tree growing beneath the sun.
Let's stop the intelligent men to cut the best trees 'cause nature takes care of it naturally.
Let's wake up...
Enjoy the light
Shine with the stars
And see or live...
"One Moment Like This"


Whether is... the special flower you decide to choose.

* * *
That's why this post is only someone's brain trying to give to anonymous Artists some right places to start.
[Don't know if I can but I'll do my best]


* Não sei se consegui ser perceptível na ideia de ser necessário misturar artes e locais... mas não será o mais importante.
* Está escrito no meu inglês porque já estava prometido há muito tempo a alguns dos meus fieis leitores do outro lado das nossas fronteiras e, sem querer ferir susceptibilidades, todos merecem o meu mais sincero respeito bem como admiração. 
Lu's

15.01.2012
Alda Silvestre