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Mensagem de Um Sol: Protege-me de ti...porque as Árvores não se repetem


                                                                         Photo by Alda Silvestre


" Oh bicharada esta do camandro...  fogo! Ai, fogo não - enganei-me na palavra! Desculpem lá!
Tanto acordo e negociação que fiz com as nuvens para apagar os vossos fogos e agora voltam a reclamar - 'ai tanta chuva!'. Tanta chuva??! Juro que não vos percebo!
Também gosto de andar por aí a exibir-me a todos os planetas que sou forte, incandescente e luminoso, mas decidi recolher-me e esconder-me por uns dias da Terra para vos dar uma trégua à vossa auto-destruição. Que pobres e mal agradecidos me saíram!
Segundo me parece e do que posso espreitar daqui, acabaram-se os fogos - verdade?! Então?? Agora reclamam de quê?? Da chuva?! Coitadas das nuvens - apagam-vos os fogos, ajudam-vos na rega dos terrenos de cultivo... e vocês reclamam. O que querem mais? Não há mesmo quem vos ature e vos entenda!
Porventura já imaginaram como me sinto quando tudo arde? A asfixia que é destruir todo o fumo que me obrigam a engolir? Ano após ano, repetem sempre o mesmo... e não digam que é do calor excessivo e da alteração climática, porque não é! Há muitas décadas, os países e os continentes não ardiam anualmente só porque estava calor...!



                        Photo by Alda Silvestre - Caldas da Rainha 


Desde que inventaram a riqueza do dinheiro com e sem árvores, é que vocês ficaram malucos - ou plantam ou ardem para enriquecer...! Imaginem só que até conseguem chegar à alucinação e demência extrema de simplesmente atearem fogo, apenas porque gostam de "ver arder e sentir a adrenalina de ver os coitados dos bombeiros em acção"...! Ora, para vocês suas pobres almas doentias, atrevo-me a dizer que o que eles fazem não é estar "em acção" mas sim a colocar a própria vida em risco em prol da vossa por exemplo que, no momento do "ataque mental", na verdade não vale nem um galho seco. Mas que "estranha forma de vida"...!?!
Vejo daqui que poucos são os que plantam só para enriquecer a Terra e sem segundas intenções. 
Talvez sejam poucos também os que cuidam das áreas circundantes das árvores e respeitam normas de protecção dos terrenos envolventes.
Menos ainda são os que a defendem e por causa disso arriscam-se a perder a própria vida na crença absoluta de que conseguem salvar o planeta. Mas agradeço a todos quantos querem manter e proteger a natureza o mais possível!



 
Photos by Alda Silvestre


Aos outros... só tenho uma coisa a dizer - Eu, a Terra, a Lua, as Estrelas e tudo o que faz parte deste cosmos mais ou menos organizado, vamos existir e transformar-nos para sempre no infinito. Vocês - a bicharada do catano -  é que acaba em menos de um milésimo da nossa existência.
Nem imaginam como andei zangado convosco este ano! Confesso que houve dias em que só não me viram as lágrimas porque elas secam assim que me saem da alma tal é a intensidade do calor. Costumo ouvir-vos dizer "os Homens não choram".. e pensei: "que bom que é não ser feito de Homem; que bom ainda existirem na Terra bicharocos que choram e que lutam...!"
Ainda acredito que alguns de vocês vão inventar um tecto protector que me abrigue deste ar irrespirável que me asfixia em cada Verão. Assim, tipo uma casinha onde eu possa esconder-me lá dentro, abrigar-me e proteger-me até o pior passar. Sabem?! Aquele pior do fogo que vocês me dão, tudo varre, muitos mata e, depois ninguém foi, ninguém viu e ninguém sabe de onde vem!
Há dias em que fico tão triste e desapontado que me apetecia apagar-me de vez! Para sempre... deixar-vos na escuridão! Para o resto das vossas vidas... seriam muito curtas decerto!
Mas depois... acho que seria uma injustiça da minha parte para os outros seres que não têm culpa nenhuma das alucinações esquizófrenicas de alguns.
Gosto de os ver por aí felizes nas suas lutas diárias de sobrevivência e gratos por cada dia de vida simples. São só esses que me fazem sentir válido a cada amanhecer que vos ofereço!

















                                                                                                     
Ainda me questiono como é que vocês podem ser tão estúpidos??? Ralham e castigam os vossos descendentes porque fazem disparates e coisas parvas... E vocês?? Já pararam para pensar na gigantesca gravidade dos vossos disparates??? Estúpidos!!! São completamente ignorantes e infelizmente, alguns de vós são apenas e só uns criminosos de mentes vazias e retorcidas sem emenda nem merecedores de qualquer tipo de perdão! Estou tão, mas tão zangado! Nem imaginam...!!!

Ai que escândalo, vejam bem - ofendidinhos porque vos chamo de criminosos e vazios... sim, vazios e cheios de nada! Quem são vocês, afinal?
Querem amanhecer com dias saudáveis e cintilantes e sem dó nem piedade, asfixiam-me com a cinza de todas as árvores que ajudei a crescer... Pois, na verdade não fico só triste - fico zangado também! Já viram bem a dimensão de áreas negras que deixam cravadas no planeta???
Agora, já nem vos posso dizer se vale a pena irem a correr plantar muitas árvores... só porque na verdade elas são iguais ao Homem - não se repetem nunca mais! E se ainda não perceberam, deixem-me dizer-vos que também são insubstituíveis!
Eu só queria tê-las todas de volta!!! Quero porque quero e porque gosto delas e também porque me fazem falta para vos dar oxigénio, alimento e vida em retorno... aquela vida que a maior parte de vós já não merece! Que vergonha!
Destruir e arder a própria casa é o mesmo que matarem os próprios filhos... ou será que não percebem isso de uma vez por todas?! Não percebem que acabam convosco um pouco mais todos os anos?
Amanhã talvez... ou ontem, ou antes de ontem, ou na semana passada... tal como acabou para algumas jovens vidas junto das suas queridas árvores... tão triste... terem de as defender ate à morte! E o pior dos piores é que de pouco lhes serviu o sacrifício...

Irei ouvir-vos falar deles com pesar... mas sei que será apenas por alguns dias, meses talvez! Depois, amanhã, no próximo ano... repetir-se-á tudo de novo - lamento tanto por eles, pelos pais, avós, filhos, irmãos, amigos... quando o seu único crime foi amar as árvores e acreditarem que conseguiriam salvar o mundo... e morreram sem conseguirem salvar a si mesmos.
É precisamente nesse "depois" que aos poucos, os progenitores e descendentes desses "seres maiores"  vão morrendo de uma dor chamada saudade, aqueles que ficaram mais pobres... sem árvores, sem casas e sem as vidas dos que mais amam.
Afinal, alguns de vós ainda são bons... que pena é já não saber ou conseguir distinguir-vos daqui -  parecem-me todos iguais e cinzentos.
Gostava muito que pudessem parar só um bocadinho... para que possam viver um pouco mais num caminho mais certo.


                                                 Parque D. Carlos I - Caldas da Rainha (Photo by Alda Silvestre)


Há pouco, numa pequena fresta de céu limpo consegui ver aí em baixo alguém que chorava encostado numa das minhas árvores - os filhos, os pais e amigos de alguém... trouxeram-lhe o coração para junto das Estrelas e agora, já não podem voltar para lho devolver. Nunca mais!
Tal como as árvores, as vidas não se repetem."

Vou descansar um bocadinho, fechar os olhos e esperar em vão de que amanhã, alguém conseguiu fazer um milagre...!
Cumprimentos,
Sol"



Ps. Já agora, um grande OBRIGADO a TODOS os que ainda amam as Árvores e lutam por elas da mesma forma como lutam pela vida - a deles e a dos outros! Aliás, é ao contrário - lutam primeiro pela dos outros e depois pela deles.



[Este Post foi escrito há cerca de 2 anos, num dia de chuva intensa de fim de Verão em que só ouvia pessoas a reclamar da chuva. A intenção seria apenas alertar de que é urgente fazer algo eficaz em cada ano, para evitar que os fogos se propaguem de forma desmedida e de cada vez que "acontecem". A grande e desgastada palavra "prevenção" - com tudo o que ela engloba - é na verdade a solução pra este flagelo! 
Não podemos achar normal ou habituarmo-nos a adormecer tarde e acordar cedo com notícias e imagens terríveis de fogos gigantescos junto de habitações onde algumas são a única riqueza material de uma vida inteira ou, a devorar áreas completamente inacreditáveis num país do tamanho do nosso! Atrevo-me até a dizer de um planeta do tamanho do nosso e, que por acaso é o único que temos para existir! Como é possível ouvirmos dizer que num mesmo dia existem centenas de focos de incêndio?! Centenas??? Milhares de "homens mobilizados para o terreno"?! Isto não é de todo normal!!!

Infelizmente, o que eu penso ou o que milhões de pessoas pensam e sentem por esse mundo, não faz qualquer diferença aos "culpados" das calamidades atrozes e perdas irreparáveis sucedidas no passado mês de Junho de 2017 no nosso País - e que infelizmente continua - bem como qualquer fogo que transforme em cinza, áreas gigantescas ardidas no planeta e queime num ápice todos os animais indefesos - racionais e irracionais.
Este texto perdido nos confins do meu blog e do meu cérebro, só fará sentido existir se, por acaso, conseguir poupar uma vida ou uma árvore que seja ou ainda, remediar uma ínfima porção de terra com o acto de dar vida a mais um "ser verde" no planeta.
Depois de tanto... ainda não me tinha pronunciado sobre nada disto. Houve dias em que, quem comigo comentou a desgraça, deve ter pensado - "mas que frieza que ela tem na alma...!"
Pois... mas como nem tudo o que parece é, confesso que após ver as formas físicas de quem sucumbiu ao terror e as imagens que me deixaram temporariamente sem conseguir sequer falar sobre o assunto, bem como perceber a falta que essas vidas fazem e farão para sempre enquanto outras vidas existirem... fizeram com que me emocionasse por ter a sorte de estar viva sem destino e me sentir tão ridícula com as minhas dores apenas porque há dias em que nada disto faz sentido - estamos vivos todos os dias por mero acaso e também morremos todos os dias "porque tem de ser" e, em muitas das vezes, de forma antecipada, por estupidez pessoal ou alheia.

Muito há ainda por falar sobre este assunto mas, aos reais afectados, já nem a eventual "justiça monetária" que possa vir a ser feita, servirá de arranjo ou consolo da alma ou do coração. Talvez valorizem mais quem do pouco tempo e poucas condições fez muito para lhes ofertar - bem haja a todos os intervenientes nesta e noutras causas de vida idênticas! 
De qualquer forma, costumo dizer que o resto do pior vem muito depois das calamidades sucedidas - desculpem se vos desiludo ou pareço pouco positiva mas é a verdade de uma realidade que só quem a atravessa sabe confirmar. Mas sim, não tenho dúvida de que no futuro, irão existir histórias de vida maravilhosas desencadeadas por estes dias de terror... no entanto, ficará para sempre um resto de dor que a memória não os deixará apagar enquanto existir.

É por tudo isto que penso: de que me serve a mim chorar, se as minhas lágrimas são como as do Sol - secam rápido demais e infelizmente não apagam fogos!]





10 Agosto de 2017
Alda Silvestre







Não, não escolhi Linkin Park porque o Chester Bennington foi "morar nas Estrelas" mas sim porque a música tem tudo a ver com o post e porque sou muito fã (obrigada Pedro!!!). Infelizmente e por coincidência partiu no mesmo mês em que tivemos tanta gente a ir "morar nas Estrelas" também... just because we "Burn It Down" every day.








Estrela Cadente

Tinha aqui esta mensagem escrita e esquecida há mais de um ano. Nestes meses últimos já vi duas estrelas cadentes e um meteorito. Siiimmmm, vi um meteorito!!! Que coisa incrível! Dizem que é para pedir desejos quando vemos estrelas cadentes...e agora? Com o meteorito o que é que posso pedir??! Vou pensar! Também aceito sugestões... vai ter de ser algo tão fenomenal como aquilo que vi - talvez paz e dignidade seja um pedido importante em forma de fenómeno para tantos de nós... talvez seja sim.


 Foto Lua Cheia by Alda Silvestre, desfocada - a foto! :-)


Então... estava eu num grupo de amigos e de "cabeça no ar" - como sempre - e vi o meteorito a atravessar o céu com uma bola de fogo incandescente de um azul anilado e um feixe de luz que o empurrava na horizontal do céu escuro a toda a velocidade. 
Primeiro ficámos boquiabertos a olhar para o céu semi-iluminado pelas luzes da cidade.  Depois começamos a dizer disparates e, no meio de muitos chegámos à conclusão de que eram os Et's que me vinham buscar a casa para uma "rave". Será fácil concluir que não foram bafejados pela sorte uma vez que "numa rave de risota" no meio da rua já eu estava e por isso não me encontrava em casa à espera deles.

Por esse motivo decidi partilhar aqui esta "estórinha" sem importância nenhuma para a humanidade mas muito importante para mim. 

Por falar em humanidade, à data de hoje e entre tantas outras notícias acabei de ver algo com verdadeira importância para o planeta - ontem desligaram as luzes durante uma hora em vários pontos do globo e em cento e cinquenta freguesias portuguesas. Ora, como não sabia do sucedido e estava muito ocupada a existir, vou agora fazer a minha boa acçao para com o meu mundo e estar quietinha durante uma hora, de luzes apagadas, só a ver chover e a obrigar-me a pensar claro no escuro (acredito que esteja agora muito boa gente a pensar "ufffa, que alívio - ela vai estar quieta e calada durante uma hora...e a pensar, ainda por cima - que fenómeno!").

Foto Luzes Foz do Arelho - Portugal - by Alda Silvestre (Luzinhas treme-treme)


De qualquer maneira, queria apenas partilhar "a conversa que ouvi" do meu neurónio há um ano, nos segundos em que o pensamento ficou preso naquela estrela. Não percebi muito bem com quem era a conversação, mas isso agora também não é importante:

"Num destes dias de um passado recente, vi uma estrela desprender-se do céu em direcção à minha montanha. De vez em quando recebo estes presentes do universo e sou feliz apenas por isso. Confesso no entanto, ter sempre um misto de insatisfação à mistura por não poder ser feita de uma qualquer matéria que me permitisse dançar com as estrelas, escorregar pelo arco-íris e essencialmente voar por onde bem quisesse e me apetecesse... mas pronto, não se pode realmente ter tudo. Por vezes é mesmo um aborrecimento ser "feita de pessoa". Gostava de ser feita de uma matéria transmutável ou que desse para tele-transportar sem qualquer logística ou prévia preparação - seria apenas "pensamento/viagem automática" - e lá iria eu ver "aquelas luzes" onde me apetecesse...quer dizer, às vezes vejo luzinhas a brilhar...mas é quando bato com a cabeça ou quando parto dedos nas portas a vestir casacos... e situações similares!
Mas ainda tenho a esperança de ser nesta minha vida que os cientistas inventam umas asas de "vestir às costas" e voar daqui para ali e dali para outro país qualquer que me apeteça e quando eu bem quiser. Pronto, são vírus e manias que as pessoas às vezes apanham - eu apanhei estes!" 

 Serra do Montejunto - Portugal (foto by Alda Silvestre)


A Montanha Que Gostava de Pessoas

A Estrela Cadente desceu a correr a parede do céu escuro na direcção da sua montanha preferida, deixando atrás de si uma estrada de luz. Quando já estava mais próxima perguntou à montanha:
- Posso morar mais perto de ti?
- Podes sim Estrela... mas assim tão perto também não!
- Porquê? Não percebi...
- Porque me iluminas muito mais e eu não quero!
- E não gostas que te dê luz e forma durante a noite, sua montanha respondona e mal-agradecida?
- Gosto e não gosto - é bom ter-te mais perto mas não gosto que me vejas todos os altos e baixos, todas as mossas e imperfeições... prefiro que continues a ver-me perfeita como antes.
- Mas... mais longe ou mais perto vejo-te da mesma forma.
- Isso dizes tu agora que acabaste de chegar.
- Pelo menos eu acho que vou dizer sempre...! - retorquiu a Estrela.
- E eu acho que não! Com o passar do tempo, as coisas mudam todas... todos os dias ouço vozes ao longe dizerem: "ahhh, que linda aquela montanha... vamos lá?!"
- Pois! Vês...?!!!
- Pois vejo... o pior é que quando aqui chegam, viram-se para a minha vizinha do outro lado e dizem exactamente o mesmo! - disse a Montanha desapontada.
- Sério? - perguntou a Estrela muito admirada - Eu nunca vou fazer isso! Gosto de ti, sabes...?!
- Ainda não acredito muito bem...
- Acredita sim! Mas olha, as vozes de que falas são aqueles bonequinhos articulados a que tu chamas pessoas e que nunca sabem estar quietos, calmos nem satisfeitos?
- Sim, são...
- E que fazem muito barulho, esbracejam e barafustam por tudo e por nada?!
- Sim...! - confirmou a Montanha.
- Ahhh, não ligues! Não digas a ninguém mas esses bonequinhos são um bocadinho parvos eu acho. E prometo que nunca te vou fazer isso! - ripostou a Estrela.
- Isso dizes tu... - argumentou de novo a Montanha quase a desmoronar de tristeza - e porque é que dizes que as pessoas são parvas? Eu não acho... até gosto delas.
- Eu também gosto... mas acho na mesma que são parvas! E "muito achado" com muita força daquela que é capaz de mover montanhas como tu!
- Ahahahahah - riu a Montanha - agora tiveste piada! E não se diz "muito achado"...
- Mas eu digo! Afinal com tanta luz à minha volta passo a vida a achar coisas e ver o que mais ninguém vê. E digo-te mais - sabes porque é que os bonequinhos barulhentos são assim?
- Porque são donos de si, vão para onde querem porque têm pernas, são muito fortes e mandam nas coisas... - arriscou a Montanha.
- Mandam?! Nãaaaa! Nada disso!
- Então não sei...
- São todos piores que as crianças que eles mesmos repreendem a toda a hora - pensam que têm uma vida muito grande à frente, que fazem só o que querem e que têm todo o tempo do mundo para viajar e ver todas as montanhas da Terra. Depois, quando percebem que as suas vidas são tão pequeninas como eles é que escolhem uma montanha como tu para admirar e ficar - demoram tempo demais para ver que a paisagem imperfeita da sua montanha é tão bonita como a da montanha do lado.
- Hummm...mesmo assim ainda acho que eles são fortes e destemidos - defendeu a Montanha.
- Alguns sim, mas são raros - ripostou a Estrela - mas mesmo esses... falam comigo como as crianças fazem e pedem-me desejos de cada vez que me vêem mais brilhante... ai se tu soubesses alguns dos disparates que me dizem e pedem para lhes dar... - disse a Estrela a sorrir.
- Pois, imagino!
- Não imaginas, não! Mas acredita que também tenho pena de alguns - e ainda acreditam que sou eu que lhes concretizo os desejos... taditos! Por vezes penso que deve ser por deixarem de saber sonhar que muitos deles ficam assim curvados, tristes, enrugados e velhinhos. Só muito mais tarde percebem que afinal o segredo da magia dos desejos que me pediram esteve sempre ali, na força e persistência da batida dos seus corações em todos os dias e no brilho de cada ideia inventada.
- Então achas que é melhor ser Montanha?
- Muito melhor, não duvides! Desde que sejas Tu e que Eu possa estar perto de ti!



03/2016
Alda Silvestre